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APRESENTAÇÃO

  Em 2026, o EIHC completará 20 anos, em sua 11ª edição, que acontecerá na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, na cidade de Cachoeira. Organizado pela primeira vez em 2006, por um grupo de pesquisadores de universidades do Nordeste (UFPB, UFRN, UFRPE e UPE), o então Encontro Nordestino de História Colonial intencionava reunir pesquisadores dedicados ao tema da colonização no período moderno, fomentando o debate, o intercâmbio de experiências e o fortalecimento dos programas de pós-graduação e grupos de pesquisas. Em sua segunda edição, realizada em 2008, o evento ampliava seu escopo de abrangência, tornando-se internacional. De lá para cá, o EIHC consolidou-se como o maior encontro realizado no Brasil sobre a colonização no período moderno.
  A UFRB foi criada pela Lei 11.151, de 29 de julho de 2005. Ela é uma universidade jovem, extremamente comprometida com a interiorização do ensino superior no país e o desenvolvimento regional do Recôncavo Baiano. Abrigar um evento acadêmico da dimensão do EIHC contribuirá sobremaneira para sua inserção no circuito historiográfico internacional, descentralizando-o. É relevante eleger como sede do maior evento historiográfico sobre o período colonial realizado no Brasil uma região profundamente marcada pelas contradições motivadas por sua colonização.
  Desde o século XVI, o Recôncavo Baiano já contava com a presença europeia. Durante os períodos dos segundo e terceiro governadores gerais do Brasil, esse espaço foi palco de ofensivas contra os indígenas, e terras foram distribuídas para colonos que intencionavam produzir açúcar, milho, mandioca e víveres diversos. Assim, margeando os rios que se capilarizam pelo Recôncavo da Baía de Todos os Santos, a presença colonial foi alastrando-se e fomentando diversas conformações socioeconômicas.
  O desenvolvimento agrícola do Recôncavo, em geral, e de Cachoeira, elevada à condição de Vila em 1698, em particular, amparava-se na mão de obra escravizada, volumosamente transportada da África para a região.
  Açúcar e tabaco conectavam Cachoeira com o comércio internacional, pois esses produtos alcançavam a Europa, a costa ocidental da África e entrepostos do Estado da Índia. Além disso, a Vila situava-se em ponto estratégico, o último trecho navegável do rio Paraguaçu, sendo o local de desembarque, por via fluvial, das mercadorias que chegavam em Salvador e rumavam para o interior da América portuguesa, bem como do que chegava do interior do território, pelos caminhos terrestres, e embarcava, às margens do rio, para Salvador. A Vila de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira era um ponto nevrálgico do Império português, onde se conectaram agentes históricos de diversas localidades, etnias, condições sociais, econômicas, culturais e jurídicas; um microcosmo onde é possível investigar as complexidades da colonização.

  Foi inspirada pelo passado colonial de Cachoeira que a Comissão Organizadora do XI EIHC elaborou a proposta do encontro: Mundos em reconstrução: Conexões, trocas e tensionamentos de identidades na constituição dos Impérios Ultramarinos. Pretende-se, assim, incentivar o debate sobre o período colonial moderno, tendo em vista as experiências intercontinentais que o abarcam e constituem, centrando-se nas diversas formas de interação entre os povos europeus e as várias sociedades americanas, africanas e orientais, em diferentes espacialidades. As persistências e transformações relacionadas com as experiências culturais, sociais e econômicas de variadas delimitações espaciais modernas, envolvidas com as dinâmicas da primeira globalização, interessam ao XI EIHC.


Comissão Organizadora

Endereço:

CAHL – Centro de Artes, Humanidades e Letras da UFRB

R. Maestro Irineu Sacramento, s/n - Centro, Cachoeira - BA, 44300-000

E-mail: eihc2026@gmail.com

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Imagem: Detalhe da pintura do forro da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário de Cachoeira. Foto: Chico Brito, 2020.​

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